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Poemes des del confinament, 13: Supernova II

El tretzè dels poemes des del confinament es titula Supernova II, pertany al llibre A PÉ / A PEU de la poeta Veronika Paulics i en Joan Navarro l’ha traduït del portuguès. Des d’aquest enllaç podeu accedir al vídeo i a sota us deixo el text original:

 anos-luz não é uma medida de tempo. o
tempo pode ser uma medida de distância.
de tarde, a manhã poderá parecer distante.
nem por isso menos triste. dizem que
hoje é a segunda-feira mais triste do ano.
como dizem que são tristes as histórias
de amor que se acabam enquanto o amor
permanece. nenhuma medida pode mudar
isso. a tristeza. a segunda-feira. a distância.
o tempo. que tudo permaneça. que tudo se
repita. que o amor mergulhe anos-luz numa
tristeza de segunda, até emergir escuridão.
os olhos de van gogh eram capazes de ver
azuis onde a gente nem: azul de prússia
cobalto ultramarino. e de ver estrelas. a
milhares de anos-luz.

[Veronika Paulics: A PÉ / A PEU. Trad. de Joan Navarro, Ed. Pruna Llibres, València, 2018]

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